A Medalha da Vitória é uma condecoração brasileira que foi criada pelo Decreto nº 5.023, de março de 2004 em reconhecimento à atuação do Brasil em defesa da liberdade e da paz mundial, em especial na Segunda Guerra Mundial. A Medalha da Vitória poderá ser conferida aos militares das Forças Armadas, aos civis nacionais, aos militares e civis estrangeiros, aos policiais e bombeiros militares e às organizações militares e instituições civis nacionais que tenham contribuído para a difusão dos feitos da Força Expedicionária Brasileira e dos demais combatentes brasileiros durante a 2ª Guerra Mundial, participado de conflitos internacionais na defesa dos interesses do País, integrado missões de paz, prestado serviços relevantes ou apoiado o Ministério da Defesa no cumprimento de suas missões constitucionais.

Em reconhecimento aos relevantes serviços prestados ao país e ao Ministério da Defesa no cumprimento de suas missões constitucionais, o Ministro da Defesa outorgou a Medalha da Vitória a 06 (seis) policiais militares brasileiros, todos veteranos de missões de paz da ONU, em solenidade realizada no dia 8 de maio de 2019, no Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra Mundial, no Rio de Janeiro, conforme Portaria nº 1.713/GM-MD, de 12 de abril de 2019, publicado no Diário Oficial da União (DOU), em 16 de abril de 2019. Todos se fizeram presentes.

Os seguintes policiais militares foram agraciados:
– Coronel QOPM/PE WALTER BENJAMIN DE MEDEIROS FILHO;
– Coronel QOPM/PA RR JOSE VICENTE BRAGA DA SILVA;
Coronel QOPM/RN EDMUNDO CLODOALDO DA SILVA JUNIOR;
– Tenente-Coronel QOPM/BA FRANCISCO LUIZ DA FONSECA ISSA;
– Tenente-Coronel QOPM/SC EMERSON FERNANDES;
– Capitao QOPM/PR MOISES CESCHIN.

A solenidade contou com a presença do Presidente da República, Jair Bolsonaro, juntamente com os ministros da defesa, Fernando Azevedo e Silva, do GSI Augusto Heleno Ribeiro e os chefes das três forças armadas. A outorga da medalha foi feita pelo ministro da defesa, Fernando Azevedo e Silva. O presidente Jair Bolsonaro fez a imposição pessoalmente para os veteranos da FEB agraciados, e também para os estandartes das organizações agraciadas. Aos demais agraciados, a imposição foi feita através de paraninfos, geralmente oficiais generais das três FFAA.

Na oportunidade, o presidente cumprimentou pessoalmente os agraciados mais antigos. Entre eles, os três coronéis PPMM, Walter Benjamin, Braga e Neto.



Essa foi uma das primeiras e únicas homenagens realizadas a policiais militares que serviram em contextos de conflitos e/ou pós-conflitos e na promoção dos direitos humanos e da paz em missões de paz. O governo federal materializou o seu reconhecimento aos policiais militares estaduais, que abdicam do convívio familiar em prol de ajudar populações em situações vulneráveis e ajudar na reestruturação e formação de policiais em outras nações. Ademais, têm a oportunidade de adquirir conhecimentos e experiencia internacional na área da segurança pública, garantindo um retorno importante as suas corporações de origem e a seus governos locais. Que ações como essa, do Ministro da Defesa, seja apenas a primeira, de outras a tantos outros policiais militares e suas famílias, privadas do convívio com seus entes queridos. Desde 1991, cerca de 500 policiais militares brasileiros já participaram de missões de paz da ONU em 11 (onze) países e na Sede da ONU em NY, em todos os continentes, com inúmeros destaques em cargos e funções exercidas, inclusive de chefe do componente policial por 3 vezes.


Ordem do Dia, alusiva ao Dia da Vitória
O 8 de maio é uma data que para sempre deve estar em nossa memória. Há 74 anos, o mundo celebrava o fim do maior de todos os conflitos. A liberdade triunfava sobre a tirania.
Passadas sete décadas, continua viva a obrigação de transmitir às sucessivas gerações as lembranças e os ensinamentos daqueles que deram suas vidas na luta pela Pátria. Fundamental que os de hoje saibam o que fizeram os de ontem.
Não permitiremos que desbote da história cada nuance das amarguras, dos dissabores e dos martírios, que apenas quem já viveu a guerra pode compreender. Não permitiremos que o sacrifício daqueles que nos antecederam seja em vão.
Que as novas gerações sempre reverenciem os brasileiros das mais distintas origens, das selvas, dos cafezais, que atravessaram um oceano para cumprir a mais nobre missão.
Nos mares, nossos navios de guerra e mercantes mantiveram as linhas de comunicação marítimas com descomunal esforço, fator decisivo na Batalha do Atlântico. Nos ares, nossos pilotos da recém-criada Força Aérea Brasileira tiveram excepcional desempenho contra aeronaves adversárias.
Em terra, a Força Expedicionária Brasileira realizou uma campanha vencedora que culminou com a rendição de uma Divisão de Exército do Eixo, com 15 mil militares, na Batalha de Collecchio em 29 de abril.
Fosse nas águas do Atlântico, nos campos de batalha da Itália ou nos céus da Europa, tivemos ali todo um Brasil representado.
O Dia da Vitória nos faz refletir sobre militares e civis ombreados na luta pela Pátria. São nobres anseios e efetivas ações. E sempre surpreendemos! Se era “mais fácil uma cobra fumar do que o Brasil entrar na Guerra”; pois bem, A COBRA FUMOU! E nossos pracinhas forjaram-se heróis!
Nesta data festiva, lembremos também de muitos heróis que nem pisaram na Europa. Mulheres que tiveram que assumir novos papéis para permitir que seus pais, maridos e irmãos chegassem aos campos de batalha.
Famílias que foram desfeitas, pais que perderam os seus filhos. Casamentos que ficaram apenas nos planos de namorados. Filhos que não conheceram seus pais. A resiliência, a coragem e o comprometimento foram palavras de ordem nos dois hemisférios.
Todos tiveram seu quinhão de sacrifício. Todos merecem ser reverenciados. Os que foram para lá e os que por aqui ficaram. Os que voltaram para casa e os que nunca regressaram.
E hoje, nos unimos neste Monumento, para juntos, mais uma vez, legitimarmos e agradecermos a todos que direta ou indiretamente contribuíram para que a paz e a concórdia fossem restituídas em todo o mundo.
Mais que nosso reconhecimento, é nosso dever preservar as conquistas que nos foram asseguradas por nossos antepassados. Honrar a trajetória digna de respeito daqueles que lá estiveram. E, acima de tudo, é preservar a vocação brasileira para a resolução de conflitos, a marca assertiva que nossos soldados de ontem e de hoje trazem consigo: combater o bom combate e buscar a paz acima de tudo.
Sim! Buscamos a paz, mas nossa placidez não deve ser percebida como subserviência. Verás que um filho teu não foge à luta. O braço forte, embora muitas vezes silencioso, antecipa conflitos e garante que a paz e a estabilidade estejam sempre asseguradas, para que cada um de nós possa seguir adiante e garantir seu direito à liberdade e à democracia.
Já sabiam os romanos que “se queres a paz, prepara-te para a guerra”. Não queremos a guerra, não a buscamos ou a incentivamos. Entretanto, precisamos estar prontos, caso outros a suscitem.
Em um mundo instável, em que as ameaças incertas podem surgir a qualquer instante, a paz deve ser preservada diariamente. É certo que o Brasil sempre escolherá o diálogo na solução dos conflitos. Acreditamos no respeito, nas boas relações entre os povos e nos valores elencados em nossa Constituição.
Acreditamos na democracia, na liberdade e na construção de um mundo mais justo, um mundo exatamente como aquele pelo qual nossos pracinhas e outros milhões de soldados lutaram há sete décadas.
E é com esse espírito combatente e que estaremos sempre prontos para celebrar a vitória, nas asas do nosso ideal e para a glória do nosso Brasil.
Orgulho e honra aos nossos heróis!
Muito obrigado!
FERNANDO AZEVEDO E SILVA
MINISTRO DE ESTADO DA DEFESA