Policiais militares femininas relatam os primeiros dias integrando a Missão de Paz da ONU no Sudão do Sul

Cabo Delaprane, Tenente Natália e Tenente Melere

Nos dias 16 e 18 de setembro, a Tenente Elaine Pereira Melere, da Polícia Militar do Paraná – PMPR, e a Cabo Lorena Lima Daleprane, da Polícia Militar do Espírito Santo – PMES, respectivamente, integraram a Missão de Paz da ONU no Sudão do Sul (United Nations Mission in South Sudan – UNMISS).

Elas foram recebidas pela atual Comandante do Contingente Policial na Missão, a Tenente Natália Ique, da Polícia Militar do Estado de São Paulo – PMESP.

Ambas se encontram realizando o treinamento inicial, Induction Training, na Base de Tomping, na capital do país, Juba, onde também estão alojadas até que recebam as suas lotações no Sudão do Sul.

A Tenente Melere em seus primeiros dias:

“Desde de que ouvi falar sobre missões de paz da ONU, quando estava na academia, tive interesse de vir, em primeiro momento porque penso que devemos tentar sempre contribuir pra melhoria da nossa sociedade, por isso somos policiais e, também porque em lugares tão necessitados como esses podemos usar nossas habilidades para contribuir ainda mais, uma vez que aquilo que as vezes achamos simples em nossos países pode ser muito engrandecedor para as pessoas daqui. Desde os primeiros dias conseguimos verificar que as coisas não são tão fáceis, a convivência com outras nacionalidades, culturas diferentes, línguas diferentes com sotaques carregados, que as vezes dificultam a compreensão, a parte estrutural, porque a infraestrutura para que as coisas cheguem aqui nao sao fáceis, alimentação com várias restrições, diversos cuidados com água, mosquitos, entre outros em razão do cuidado para nao adoecer, além da distância da família e amigos torna essa missão difícil, mas estamos confiantes e tentaremos representar nosso país da melhor forma e fazer a diferença aqui.”

Pela primeira vez na história temos um policial da graduação de cabo, o que prova a alta capacidade de todas as patentes em concorrerem a vagas em missões de paz, visto que para o componente policial o que importa, em regra geral, são os perfis profissionais e experiência dos policiais e não patentes (salvo p cargos específicos).

A Cabo Daleprane:

“Eu desejei muito vir pra essa missão. Foquei todas as minhas energias nisso e por natureza, prefiro pensar no lado positivo. É uma oportunidade única de crescimento pessoal, profissional, como ser humano mesmo. Sem dúvidas a diferença de 6h de fuso horário, os mosquitos, a poeira de terra e o calor são fatores que dificultam. Mas quando a gente tem um propósito, a gente vence até a saudade imensa daqueles que amamos. A família, os amigos e a cachorrinha de estimação deixam um vazio imenso. Mas ser uma pecinha nessa imensa engrenagem em prol da paz é motivo de alegria e vale o esforço.”

Votos de uma experiência muito rica em conhecimento, com muita paz e saúde.

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