NÃO EXISTE “A SWAT AMERICANA”! NÃO EXISTE “A POLÍCIA AMERICANA”

Sim, são afirmações. É comum ouvirmos “a SWAT americana”, como se existisse apenas uma. Igualmente, não existe “a polícia americana”, pois os Estados Unidos possuem cerca de 18 mil instituições policiais, todas independentes, com carreiras e ingressos únicos (agências federais, estaduais, municipais, de condados, indígenas, universitárias, metroviárias, rodoviárias, penais etc.).

Seria como dizer que o Brasil possui apenas uma unidade de operações especiais, sendo que possui 27 PMs, 27 PCs, 1 Polícia Federal Rodoviária e 1 PF, e cada uma tem ao menos uma unidade de elite. Apesar de possuir uma certa padronização de procedimentos, essas são autônomas quanto a aplicação de suas doutrinas. Mas quais seriam essas unidades no Brasil? Cito o caso do DF. Para a PMDF, é o BOPE. Para a PCDF, é a DOE. Para a PF, o COT. Cada uma em sua esfera de competência. Também existe uma ampla cooperação entre elas e as unidades especiais das Forças Armadas.


Para a Associação Nacional de Policiais Táticos dos EUA, SWAT (Special Weapons and Tactics) é uma equipe designada de aplicação da lei cujos membros são recrutados, selecionados, treinados, equipados e designados para resolver incidentes críticos que envolvem uma ameaça à segurança pública que, de outra forma, excederia as capacidades dos primeiros respondentes tradicionais da aplicação da lei e/ou unidades de investigação.

A origem do conceito atual remonta os anos 1930, com o SEB do Los Angeles Sheriff Deparment-LASP. Em 1964, o Departamento de Polícia da Filadélfia criou uma SWAT com 100 policiais para conter roubo a bancos. Em seguida, o LAPD passa a utilizar o termo para o controle de manifestações. O termo se nacionaliza nas décadas de 80/90na “Guerra as Drogas”. LAPD se projetou mundialmente com a série de TV SWAT, vinculando fortemente a sua imagem institucional. Os departamentos EUA também usam termos como SEB, SRT, ERT, HRT etc., e SWAT.

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