
Em 04 de setembro de 2020, o Comitê Policial do Centro de Operações de Paz do Peru (Centro de Entrenamiento y Capacitación para Operaciones de Paz – CECOPAZ – PERÚ) promoveu o Seminário Virtual Internacional “Impacto del COVID-19 en las Funciones de la Policía de Naciones Unidas en las Operaciones de Mantenimiento de la Paz”.
O evento foi realizado numa parceria entre o Ministério de Defesa do Peru (via CECOPAZ), a Divisão Policial da ONU (United Nations Police Division), e o e o Comitê Policial da Associação Latino-americana de Centros de Treinamento para Operações de Paz (ALCOPAZ).
O seminário contou, dentre outros, com a maior autoridade policial da ONU, Sr. Luís Carrilho, Assessor Policial e Diretor da Divisão Policial da ONU, diretamente de Nova Iorque, assim como outros policiais da região.
Representando o Brasil, o Major Alexandre Barcellos (PMGO), que trabalhou nos 2 últimos até o último mês no Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil (CCOPAB), e, como único policial do Centro, foi convidado a proferir palestra e constava no programa oficial do seminário.
Cerca de duas horas antes do início, o Major Barcellos foi informado que ele havia sido retirado do evento por determinação do Comandante do CCOPAB, algo que gerou um verdadeiro desconforto na coordenação e demais participantes de várias nações, por ter sido o oficial da PMGO convidado diretamente. Mas de maneira elegante, não criou qualquer óbice.
Sendo o único militar das Forças Armadas a participar de um evento policial, e com falta de fluência no idioma espanhol, a participação gerou muitas críticas, o que vários definiram como um momento de muito “constrangimento para o país”.
Infelizmente, o Brasil parece reduzir a cada dia a sua participação policial, enquanto não houver uma consciência macro das imensas diferenças entre o papel de polícia (segurança pública/rule of law) e militar (defesa), particularmente, em contextos de missões de paz da ONU. E se o Brasil tem um Centro Conjunto, o papel das polícias (e outros elementos) deveriam receber, ao menos, o devido respeito.
Obs: Relato de fatos ocorridos. Todas as informações foram prestadas por vários participantes do evento, as quais podem ser comprovadas.

Absurdo! Tenho um envolvimento muito grande e positivo com o pessoal das FFAA, além de ser R/2 de infantaria, trabalhei muito com eles aqui no RJ. Defesa e Segurança Pública são fainas diferentes, complementares. Nos últimos anos, com o advento da MINUSTAH e muitas missões GLO, principalmente no RJ, as FFAA se lançaram a “especialistas” em Segurança Pública. Não acho que seja terreno fértil. Cada um na sua, cooperando e respeitando suas expertises. É a minha humilde opinião.
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Esse não é fato isolado! Existe, há tempo, um processo de desrespeito e usurpação do papel das polícias militares. Exemplo: qual a legitimidade de um oficial EB ‘representar’ as polícias brasileiras na Delegação Brasileira junto a ONU desde sempre?
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Falta de ética, no mínimo.
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Uma vergonha o que fizeram com o Major Barcellos. O policial militar é um especialista em segurança publica, enquanto militares das FFAA, por não terem formação específica e não conhecerem o teatro de operações, apesar da boa vontade, improvisam quando executam operações de GLO. Conforme o Cel PM Silva explicou acima, cada um na sua.
Sou Cel RR da PMERJ, participei de duas missões de paz e fui Police Commissioner na UNTAET. Respeito muito as FFAA, mas nossas missões não se confundem nunca.
As PPMM tem que cobrar do
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AS PPMM têm que cobrar que o CNCG se empenhe em criar um centro nacional de formação policial para missões de paz. O Ministério da Justiça e Segurança Pública poderia apoiar esta iniciativa através da Senasp. Acho que por uma questão estratégica esse centro deveria ser instalado em Brasília,
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